Conheça Vivi Reis

Vivi Reis nasceu em Belém e cresceu no bairro da Pedreira, na periferia da capital paraense.
Filha de empregada doméstica e trabalhador autônomo, estudou o ensino fundamental e médio em escolas administradas pela igreja católica, vínculo importante que a levou à educação popular, atuando em movimentos de bairros e da igreja como a catequese.


Fez graduação em Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), período em que ela inicia sua trajetória de lutas no movimento estudantil dentro do Centro Acadêmico de Fisioterapia (CAFISIO) e do Diretório Central dos Estudantes da UEPA, entidade na qual foi coordenadora-geral e participou da greve estudantil de 2012 na universidade estadual.

Em 2011, Vivi ajudou a fundar o coletivo nacional de juventude Juntos e o coletivo feminista Juntas. Nestes movimentos, Vivi participou das Jornadas de Junho de 2013, momento de grandes protestos protagonizados pela juventude e que rejeitava a velha política de disseminação de ódio, intolerância e está atrelada à corrupção e à retirada de direitos.

Também esteve presente nos atos contra a implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, juntando-se aos atos “Pare Belo Monte!” que denunciavam os severos ataques contra o ambiente e contra os povos do Xingu promovidos pelo projeto.

Fez Residência em Saúde do Idoso no Hospital Universitário João de Barros Barreto e, neste período, foi representante dos residentes em saúde na Comissão Nacional de Residências, atuando em defesa de melhores condições de formação e trabalho para os bolsistas. Em 2017 foi aprovada no concurso público de Barcarena, onde atuou como fisioterapeuta no Centro Especializado em Reabilitação, atendendo pessoas com deficiência e idosos. 

No começo de 2015, Vivi esteve nos grandes protestos de mulheres que ficaram conhecidos como a Primavera Feminista. A Primavera Feminista foi fundamental para a rejeição da PL 5069/2013, e deu grande força para a saída do corrupto Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal através do #FORACUNHA.


É filiada ao PSOL desde 2011, hoje faz parte da direção nacional do partido.


Coordenou campanhas eleitorais em 2012, 2014 e 2016; em 2018 foi candidata a deputada federal obtendo 22.297 votos, sendo a segunda mais votada do partido e ficando como suplente do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA).

Em 2020 foi eleita vereadora de Belém com mais de dez mil votos, sendo a mulher mais votada da capital, mas acabou assumindo a vaga de deputada federal, com a eleição de Edmilson Rodrigues prefeito de Belém. Atualmente é a primeira deputada federal assumidamente bissexual na Câmara dos Deputados.

É vice-lider da bancada do PSOL na Câmara e íntegra as Comissões de Direitos Humanos e Minorias, Seguridade Social e Família e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, além de participar das frentes parlamentares mistas em Defesa do Litoral Brasileiro, em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, em Defesa das Comunidades Quilombolas, em Defesa do Cinema e do Audiovisual Brasileiros e as Frentes Parlamentares dos Povos Tradicionais de Matriz Africana e em Defesa da Reforma Psiquiátrica.