Vivi Reis cobra do governador Helder Barbalho e do prefeito Tião Miranda melhores condições sanitárias nos abrigos temporários em Marabá

Em ofício encaminhado para as autoridades, a deputada pede que considerem o uso de escolas públicas e do espaço do Centro de Convenções para acolher os desabrigados.

20 jan 2022, 13:39 Tempo de leitura: 1 minuto, 52 segundos
Vivi Reis cobra do governador Helder Barbalho e do prefeito Tião Miranda melhores condições sanitárias nos abrigos temporários em Marabá

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A deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) enviou nesta quarta-feira (19) ofícios para o governador Helder Barbalho e para o prefeito de Marabá, Tião Miranda, cobrando melhores condições sanitárias nos locais onde estão instalados os abrigos temporários que acolhem a população do município, atingido pela cheia do rio Tocantins. No mesmo ofício, a deputada pede que governo e município considerem a utilização de espaços com melhor estrutura para atender as famílias, como escolas da rede pública e do Centro de Convenções Leonildo Borges Rocha, localizado na BR-222. 

A situação é extremamente preocupante. O nível do rio Tocantins já está acima de 13 metros e as águas se aproximam das áreas de abrigo. “Estamos acompanhando com preocupação as notícias sobre as condições sanitárias dos locais improvisados para acolher as famílias. Mesmo em uma situação de emergência como esta, tanto o estado como o município não podem deixar de observar as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde sobre abrigos temporários”, afirma Vivi Reis.

A cheia histórica, a maior dos últimos 20 anos para o mês de janeiro, já afetou mais de 3,4 mil famílias em Marabá, entre desabrigados, desalojados, ribeirinhos isolados e famílias ilhadas e o Tocantins ainda não dá nenhuma indicação de que vai começar a baixar. Historicamente, o rio começa a encher a partir do mês de fevereiro. 

“É preciso garantir que toda essa população atingida pela cheia seja acolhida de forma digna em locais seguros, sanitariamente adequados e com acompanhamento permanente de equipes multiprofissionais, diante do riscos que envolvem a nova onda de Covid, o surto de gripe e, ainda, diante da possibilidade da ocorrência de outras doenças”, diz a deputada.  

Segundo dados do relatório do último dia 17, divulgados pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) de Marabá, das 3.410 famílias afetadas pela inundação, 680 estavam em abrigos provisórios, 1.830 estavam alojadas em outros espaços como a casa de parentes, 465 são famílias ribeirinhas que moram nas áreas da cheia e 435 famílias encontravam-se ilhadas.