Vivi Reis denuncia na Comissão de Direitos Humanos circunstâncias estranhas da morte do líder indígena Sarapó Ka’apor

Há suspeitas de que Sarapó tenha sido envenenado, mas as investigações seguem inexplicavelmente lentas

27 jun 2022, 13:43 Tempo de leitura: 1 minuto, 17 segundos
Vivi Reis denuncia na Comissão de Direitos Humanos circunstâncias estranhas da morte do líder indígena Sarapó Ka’apor

A deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) encaminhou nesta segunda-feira (27) pedido para que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara cobre providências às autoridades públicas do estado do Maranhão para que a investigação sobre a morte de Sarapó Ka’apor aconteça de forma célere, afim de que os eventuais responsáveis sejam identificados e punidos.

O líder indígena morreu no último dia 13 de maio no município maranhense de Centro Do Guilherme. Sarapó era uma das principais lideranças indígenas do estado e dirigente da Guarda de Autodefesa dos Ka’apor na Terra Indígena Alto Turiaçu. “O povo Ka’apor precisa de respostas urgentes das autoridades do Maranhão”, afirmou Vivi Reis.

Segundo informações dadas pela comunidade, Sarapó teria passado mal após comer um peixe dado por um morador local e morrido algumas horas depois. As circunstâncias levam o povo Ka’apor a suspeitar de envenenamento, uma vez que Sarapó denunciava fortemente a ação ilegal de madeireiros, garimpeiros e mineradoras na área da Terra Indígena.

Antes de morrer, o líder indígena teria sido alvo de ameaças e de um ataque a tiros por conta de sua atuação denunciando as atividades ilegais no território. No entanto, apesar deste contexto, as investigações da morte de Sarapó seguem inexplicavelmente lentas. O pedido de exumação do corpo demorou a ser atendido e, até o momento, não há laudo conclusivo do que motivou a morte de Sarapó.