Vivi Reis pede apuração de conflito de interesse na Agência Nacional de Mineração do Pará

Nos últimos anos, Fábio Louzada Martinelli, esteve à frente de empresas mineradoras que atuam no estado, possuindo assim fortes ligações com o setor regulado pela autarquia

25 abr 2022, 10:54 Tempo de leitura: 1 minuto, 40 segundos
Vivi Reis pede apuração de conflito de interesse na Agência Nacional de Mineração do Pará

A deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU), na última sexta-feira (22), pedindo apuração de possível conflito de interesse na nomeação de Fábio Louzada Martinelli como gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM) no Pará. Ao divulgar a troca de gerência, o próprio site da ANM destaca que Fábio, nos últimos 20 anos, trabalhou para empresas do setor mineral como a francesa Imerys, a estadunidense HARSCO, a canadense Belo Sun e a brasileira Mineração Rio do Norte.

“Durante anos, Fábio Martinelli ocupou cargos em algumas das principais empresas de mineração que atuam no estado, possuindo fortes ligações com o setor regulado pela autarquia que irá dirigir e nós não podemos aceitar que o poder público esteja a serviço do interesse de mineradoras e da destruição da Amazônia!, afirmou a deputada. 

O texto da representação encaminhada ao TCU destaca que “não é novidade que o atual governo federal tem por objetivo utilizar as instituições públicas para concretizar seu projeto de destruição do meio ambiente. Este intento se mostra evidente tanto nos projetos de lei apoiados no Congresso Nacional quanto nas indicações para posições de direção/chefia nos órgãos ligados ao meio ambiente e de regulação da exploração de recursos”. 

A nomeação de uma pessoa com trajetória profissional profundamente vinculada ao setor privado de mineração para a gestão da ANM no Pará pode, neste contexto, ser mais um elemento do projeto de devastação da Amazônia em favor do avanço descontrolado de atividades minerais, madeireiras e do agronegócio. “Não se pode admitir que alguém com acesso a informações privilegiadas sobre determinado setor tenha a possibilidade de repassá-las a empresas reguladas deste mesmo setor e por isso a necessidade de investigação pelo TCU”, acrescentou Vivi Reis.