Vivi Reis pede providências ao MPF e à Polícia Federal para garantir a segurança de famílias da Ilha dos Carás, no Marajó.

Na quinta-feira (16) homens armados com terçados intimidaram e agrediram assentados, que vivem sob constante ameaça

20 jun 2022, 10:39 Tempo de leitura: 1 minuto, 41 segundos
Vivi Reis pede providências ao MPF e à Polícia Federal para garantir a segurança de famílias da Ilha dos Carás, no Marajó.

A deputada federal Vivi Reis (PSOL/PA) encaminhou ofícios ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal pedindo  providências no sentido de garantir a segurança e o cumprimento da decisão judicial a favor dos moradores do Assentamento Agroextrativista Ilha dos Carás, localizado no município de Afuá, no arquipélago do Marajó. 

“Tenho acompanhado com muita preocupação os constantes e crescentes casos de conflitos rurais no Pará, assim como o aumento da violência nestes conflitos. Mesmo com a atuação dos órgãos fiscalizatórios e a intervenção da justiça, as ocorrências de ataques a trabalhadores e lideranças do campo seguem, exigindo uma intervenção mais efetiva do poder público. Os povos da Amazônia não podem continuar sob constante ameaça”, afirmou a deputada.

As famílias da comunidade da Ilha dos Carás relatam que os agressores seguem na região, ameaçando constantemente sua segurança, mesmo após a decisão da 5a Vara Federal Cível do Pará que, em fevereiro deste ano, reconheceu a terra como área da União destinada para a reforma agrária. O projeto de assentamento agroextrativista Ilha dos Carás tem 13,4 mil hectares, onde vivem 169 famílias de agricultores. 

AGRESSÃO

Segundo o boletim de ocorrência registrado na delegacia de Afuá, na última quinta-feira (16),  por volta das 11h, dois agricultores foram abordados por sete homens, dois deles encapuzados, armados com terçados e comandados por um suspeito identificado pelo prenome de Rogério, que seria filho de uma mulher que alega ser a herdeira do terreno ocupado pelas famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). 

O grupo,de acordo com as vítimas, chegou perguntando se os moradores tinham documentos do terreno e ordenaram que fossem buscá-los. No momento em que uma das vítimas virou as costas foi atingida com um facão.

Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados